6 de julho de 2021

2ª MOSTRA FRAUDE: LITERATURA – PARTE 1

By In Fraude 19, Mostra Fraude

Em meio a um cenário ainda instável devido à pandemia de COVID-19, e movida pelas dificuldades enfrentadas pelo meio cultural, a Revista Fraude realiza sua segunda mostra artística.

Fruto de um trabalho voltado para a exposição e divulgação de artistas baianos independentes, a Fraude abre o espaço de suas plataformas digitais – site e redes sociais – para promover o encontro da classe artística com a sociedade. Sendo capaz, dessa forma, de transpor barreiras e propagar novas modalidades culturais para além das plataformas de streaming, integrando também novos leitores ao espaço artístico. 

Nesse semestre, ainda no formato online, a  2ª MOSTRA FRAUDE exibe obras literárias, interpretadas pelos próprios autores, em formato de videoperformance. Aqui estão 5 de 10 artistas visuais selecionados para compor nossa Mostra. Aguardem as próximas obras e aproveitem a experiência!

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Preto Ozado (Lucas de Matos)
Instagram: @_lucasdematos
YouTube: Lucas de Matos

“Preto Ozado, assim mesmo com z, revela a ‘ozadia’ preta e baiana em se rebelar frente às agruras seculares, numa ascensão coletiva. Homenageando também a socióloga Vilma Reis, mulher preta, intelectual e militante, que nos ensina a andar com a ‘cabeça erguida e bico na diagonal’ contra o racismo, essa é uma poesia que fala de negritude, acessos e possibilidades.” 

Olhar (Rebeca Bispo Oliveira)
Instagram: @pretaoliveira

“Este trabalho propõe externar como o olhar é poderoso em expressar emoções e sentimentos. Como também pode ser cercado de mistérios e encantamentos, ainda intimidador. Desta forma, a poetisa utilizada do seu semblante para exprimir o que carrega por trás de seu olhar, além de usá-lo de como tela para o poema de fundo recitado.”

Tibiras: Rasgando a Morte (Eduardo de Paula Almeida)
Instagram: @edudhui

“Durante a invasão francesa ao Maranhão, no século XVI, o genocídio dos povos originários sucedeu de forma recorrente. Porém, alguns homens tupinambás, conhecidos nas tribos como Tibiras, que cruzavam e borravam a linha da binariedade e desempenhavam funções tanto masculinas quanto femininas, assim como sua estética, personalidade e relações, foram dizimades não somente por serem indígenas ou pela colonização, mas pelo que entendemos hoje como homofobia. […] O que o colonizador não sabia é que os Tibiras já haviam rasgado a morte, se encantando e semeando suas sementes, que brotaram e cresceram diariamente. Mesmo que insistam em apagar e matar corpos dissidentes, está escrito na flecha: OS TIBIRAS NÃO VÃO MORRER!”

Ressignificando Contatos (Wesllei Bezerra dos Santos Cardin)
Instagram: @weslleicardin

“Um desabafo em forma de poesia sobre a vida restrita em tempos pandêmicos.”

Compartilho da minha dor (Karine Alves Matias)
Instagram: @7nevoras_ 

“Poema em que denuncio experiências de vida, refletoras de minha condição de mulher negra e de baixa renda na sociedade.”

2 Comments
  1. Raimundo Moura 7 de julho de 2021

    Parabéns a todos ( as). Maravilhosos ( as)

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    • Rebeca 9 de julho de 2021

      Artigo perfeito e muito bem escrito para os amantes da cultura brasileira. Parabéns a todos os envolvidos

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