rediagramação Lucas Soares
Qual é a Essência de Salvador? Esta é a pergunta que dá título à 4ª Mostra Fraude. Pensando em conhecer os diversos olhares que enxergam e conhecem a cidade em suas diversas formas, cores e caminhos e em formas de fomentar a cultura local, a Revista Fraude apresenta sua mais nova mostra artística.
Fruto de um trabalho voltado para a divulgação de artistas baianos independentes, a Fraude abre espaço em suas plataformas digitais – site e redes sociais – para promover o encontro da classe artística com a sociedade. Buscando, dessa forma, transpor barreiras e propagar novas modalidades culturais além das plataformas de streaming, integrando também novos leitores ao espaço artístico.
A 4ª MOSTRA FRAUDE exibe ensaios fotográficos pensados e executados a partir dos olhares dos autores. São formas diferentes de conhecer, olhar e captar a Essência de Salvador. Aqui estão 5 dos 10 ensaios selecionados para compor nossa Mostra. Aguardem as próximas obras e aproveitem a experiência!
Ensaios
Gente de São Salvador (Beatriz Galvão e Ícaro Sena – @ocotidianonu)
Descrição: São Salvador, primeira capital do Brasil, tem em seus monumentos, praças e ruas, fragmentos de história, do nosso país, mas principalmente, da nossa gente. Cada um dos espaços e esquinas dessa cidade sussurram histórias de um povo diverso que viveu e vive por aqui. A essência de Salvador é a relação simbiótica entre gente e espaço, entre histórias e trajetórias, entre esses lugares, que marcam um tempo, modificados pelo povo que hoje os transforma.




Salcity (Matheus Santos – @_4vero)
Descrição: O meu trabalho visa documentar a história e mostrar uma perspectiva do cotidiano na cidade de Salvador, diferente do que é televisionado pelas grandes mídias mas sem romantizar a realidade, registrando os dois lados da moeda da forma que eu acredito ser mais justa e coerente possível com aqueles que são retratados em minhas fotografias. Acredito na importância desse tipo de arte para resgatar e reafirmar a autoestima daqueles que estão às margens do padrão racista imposto pela sociedade.




A essência de Salvador (confinada)
(Benedito Cirilo dos Santos Filho – @berilio56)
Descrição: Salvador, para além de seus atributos de cidade turística, primeira capital do Brasil, além de Patrimônio Cultural da Humanidade (pela UNESCO), tem por característica um grande contingente de população autodeclarada negra que habita seus quatro cantos. Esse patrimônio da população e do planeta, não à toa, guarda espaços cujas imagens ficam tatuadas nos olhos e lembranças de quem a conhece. Todavia, a recente pandemia de Covid-19 que mudou a face e costumes do planeta, não deixou à salvo a cidade, aqui retratada na estiagem da população, principalmente no período dos anos 2020 e 2021.




O sol cai no mar e a onda é de ouro (Gustavo Araújo)
Descrição: O Mar é um lugar de refúgio, todas as minhas experiências a partir do contato com o mar são de leveza, completa entrega e paz interna. Ele é perfeito para todos os momentos da vida, seja para beber uma fanta laranja, parar num barco à deriva e pensar na vida ou observar os outros ou para juntar os amigos e brincar de ficar pulando nele.
Assim como diz Djavan:
”O sol cai no mar
No mar, cai no mar
E a onda é de ouro.
De ouro, de ouro”
As fotos são uma forma singela de mostrar como o mar é diverso, imenso e aberto para todos os públicos.




Sobre o pertencimento à cidade (Carolina dos Anjos – @roldosanjos)
Descrição: Pertencer à cidade, fazer acontecer e estar presente no âmago de Salvador. Apropriar-se é preciso, ocupar, possuir aquilo que é seu. Aquilo que não faria sentido sem sua presença, sem seu sorriso e energia, sem seu esforço. As imagens retratam cotidianos de pessoas que trabalham, vivem e se apropriam da cidade, sob o calor do sol. Sem perder a oportunidade de usufruir daquilo que é seu. Pessoas que fazem Salvador ter vida e alegria, que contagiam com sua força. Cores que vibram e dão sentido à cidade do sol, do calor, do axé.




