texto Arthur Soll
publicado 30.09.2024
rediagramação Lucas Soares
O que vai dizer no meu funeral, agora que você me matou?
Aqui jaz o corpo de um ser que cuidei como um filho, um irmão
Cujo coração parti sem pensar duas vezes
Aqui se vai a força dos meus dias
Descanse em Paz razão do meu viver
Dos sorrisos marcados aos choros inesperados
No silêncio frio, eu te pergunto,
Que palavras escolherá, que sombra vai tecer?
Meu eco ainda vibra nas memórias de quem amei,
No último adeus, o que dirá, se me odeia ou me ama infinitamente?
Vai agradecer pelo tempo que passei e pelo que fiz por você?
Ou com um suspiro de liberdade vai fazer todos acharem que eu não era o que esperavam?
Em cada lágrima, um pedaço do que fui
No seu olhar, um universo, um eco
A verdade que ocultou, a culpa que não vai
No meu funeral, que máscara usará?
Das cinzas, às cinzas
Do pó ao renascimento.
