texto Brenda Nascimento
publicado 09.09.2025
As micro trends, como os labubus e as capinhas da Rhode, são bons exemplos de como nos ‘mimamos’ em períodos de apreensão econômica. Com certeza, você já ouviu ‘me mimei’, enquanto navegava pela internet. O bordão surgiu após um story da influenciadora Virgínia Fonseca. No vídeo, ela mostra a nova bolsa de luxo e diz “Me mimei, galera” e logo viralizou nas redes sociais. A fala, que parece inocente, pode significar algo mais complexo.


imagem: reprodução Pinterest
Se na economia há estudos sobre períodos de crise, na moda também existem teorias para explicar o comportamento dos consumidores: no mundo fashion, a ‘teoria do batom’ explica que, ao invés de diminuir o consumo, nós investimos em ‘mimos’, como batons, por exemplo. A tendência é o controle sobre o que compramos, se antes o exagero era indispensável, agora, não se gasta mais com quantidade e sim com a qualidade.
Estamos vivendo uma era conhecida como recession core, que traduzindo para português significa ‘tendência da recessão’. O recession core surge num momento de crise econômica como resposta do mercado de moda à situação financeira global. O que antes era extravagante, se torna discreto. Os logotipos das marcas dão espaço a peças lisas e de cores sóbrias, as peças básicas voltam a ser tendência, os saltos ficaram menores, a maquiagem fica mais leve e os acessórios mais discretos.


Os vestidos de bandagem que dominaram os red carpets retornam com tudo em 2025, trazendo com eles o metalizado. Bom, essas foram algumas das tendências que bombaram durante a crise de 2008. A moda é cíclica, mas também reflete o que acontece na sociedade. Estaríamos vivendo um período de crise econômica ou apenas revisitando tendências de outra época?
