4 de dezembro de 2025

ARROCHA, BEBÊ!

By In Fraude 27

Ritmos que marcam gerações

texto Ana Francisca e Sofia Pato
capa Arthur Stering, Brenda Nascimento e Lucas Soares
diagramação Caio Neves
audiodescrição Gabriel Jones

Seresta (se.res.ta) s.f.

1. m.q. SERENATA.
2. a serenata brasileira.
3. Seresta: o ritmo formado por letras apaixonadas e melodias suaves que, há gerações, é trilha sonora de encontros dançantes. Originalmente caracterizada pela mistura de boleros e outras músicas românticas, a seresta mobiliza profundas emoções na cultura popular desde o início do século XX. Apesar de ter nascido na cidade de Valença, no Rio de Janeiro, esse ritmo encontrou sua cadência em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador. Logo, tornou-se o “Bilu Bilu” de corações inquietos que compartilham histórias de amores, desejos e perdas, ou daqueles que só querem dançar, como diz Pablo do Arrocha, “coladinho coladinho”.

No início dos anos 2000, a inserção do teclado e de arranjos mais acelerados nas serestas deu origem ao arrocha, um ritmo que conservou a essência da “sofrência”, mas que incorporou à linguagem romântica sons da cultura baiana e elementos modernos que se adequam à vida urbana. Na mesma época, em festas populares de municípios próximos a Salvador, o arrocha mostrava grande potencial para se consagrar como a música popular da Bahia por conta de artistas como Pablo, Tayrone, Nara Costa e a banda Asas Livres, principal precursora dessas mudanças. 

Atualmente, seresta e arrocha são gêneros musicais que atravessam o tempo e mantêm um diálogo constante entre passado e presente nos corações apaixonados. Quem antes sofria com “volte, amor!”, tem uma nova chance com “volta, Rita!”. Pensando nisso, a Revista Fraude pegou todos os seus “CDs e Livros” para exibir os “Filmes e Histórias” de quem viveu e vive a seresta: José de Freitas Lima, 89; José Alfredo Dantas, 75; Diego da Silva Leite, 36 e Cristina da Silva Sapucaia, 22 (que nasceu junto com o arrocha!). 

Em Candeias, na Bahia, e por todo o Brasil, esses ritmos acompanham as vivências do cotidiano, traduzem emoções universais e mantêm viva a chama de uma música que não para de se reinventar. Esta videorreportagem convida você a se balançar com essas histórias. Arrocha, bebê!

Videorreportagem (fotografia: Ana Francisca e Sofia Pato)

Ana Francisca e Sofia Pato

Essa videorreportagem foi produzida por Ana Francisca e Sofia Pato, estudantes de Jornalismo da Universidade Federal da Bahia e integrantes do PETCOM.

Fotografia: Lucas Soares
Assistência de Fotografia: Brenda Nascimento
Edição: Lucas Soares

A Fraude é uma revista laboratorial do Programa de Educação Tutorial em Comunicação (PETCOM) da Facom, UFBA e não possui fins lucrativos. Caso uma das imagens te pertença ou em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail revistafraude@gmail.com para acrescentarmos a referência ou retirarmos da publicação.

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